terça-feira, 16 de outubro de 2007

No meio da noite e depois de um sonho ruim, lembrei de chamar teu nome. Teu nome, aprendido horas antes e várias vezes repetidos.

E pensar nas tuas cores na minha, juntas e reluzentes.

Mais ou menos na hora de fechar os olhos, os flashes já me acompanham, uma enxurrada de memórias que eu talvez devesse esquecer. Quanto tempo, um mês, dois, um semestre, um ano, dois? Há quanto tempo entraste na minha vida? Entraste mesmo ou foi só uma pequena passagem, a qual eu chamei vagamente de ‘nossa história’?

Dizem que o tempo é que é o dono da razão, mas são justamente suas, as horas, que me trazem tanta angústia. Elas (as horas que passei contigo) (as muitas) gostam de ser fazer parceiras daquilo que eu chamo de mal maior, as lembranças, e também insistem em me fazer companhia em todos os momentos. Nos últimos dias, meu travesseiro, o confidente, nem ele mais agüenta saber de você. Já me disse que não sabe responder onde te encontrar, quais foram nossos erros, e os detalhes que deixei escapar. Nem ele sabe, nem eu sei. Talvez nem você saiba.

Na minha pele e na tua, nenhuma ligação, somente a presença, a época e o momento. Novamente, os malditos momentos, os reflexos no espelho, os gemidos de dor. Ah, a dor. Gostamos dela, não gostamos?

Se ler com atenção, talvez lembre como eu, dos detalhes nas entrelinhas.



[de 04-09]

Um comentário:

Titon disse...

eu me identifiquei pra caralho.

:~